O grito que não foi!!

 

O grito que não foi!!

Há quase 200 anos atrás, para ser exato, há 199 anos atrás, no dia 7 de setembro do ano de 1822, subindo a serra do mar e vindo da cidade de Santos para São Paulo com sua comitiva de puxa sacos 😆 o príncipe D. Pedro, filho de do Rei D. João VI, desde pela manhã subia a serra fazendo suas paradas constantes, descendo a cada uma destas paradas da infeliz mula que o carregava.

Dom Pedro estava com problemas intestinais, ou seja, estava com diarreia.

Havia comido algo estragado, o que era comum em uma época que não existia geladeiras, freezer ou algo assim.

Montagem do quadro O grito do pintor Munch e do quadro Independência ou Morte de Pedro Américo 

O príncipe D. Pedro estava responsável pelo Brasil no lugar do pai, o rei D. João VI, que 1 ano antes havia voltado para Portugal.  
D. Pedro com sua comitiva, visitando a pequena São Paulo do século XIX  e durante estes episódios três pessoas, mais tarde, descreveriam estas circunstâncias em que se encontrava o príncipe no dia em que seria um dia de grande importância para o Brasil: O grito (a proclamação) da Independência.

 

O Coronel Marcondes, futuro Barão de Pindamonhangaba, o alferes Francisco de Canto e Melo (irmão da futura amante de D. Pedro I, a marquesa de Santos) e o Padre Belchior Pinheiro de Oliveira foram estas três testemunhas oculares que deixaram registrado, mais tarde, todo o episódio do chamado grito da Independência.

D. Pedro recebera de uma comitiva que vinha do Rio de Janeiro uma carta de sua esposa a D. Leopoldina, explicando as ordens urgentes de Portugal, para que ele deixasse o Brasil e voltasse e desfizesse toda estrutura político administrativa que fora construída no período que D. João VI estivera aqui. 

Neste caso o Brasil deixaria a condição de ser vice reino de Portugal e se tornaria colônia novamente (um tipo de quintal de Portugal). Na carta havia também conselhos de influência daquele que viria a ser considerado o patrono da Independência: José Bonifácio de Andrada.

Segundo uma das testemunhas o padre Belchior registrou sobre D. Pedro após ler a carta :

"Dom Pedro, tremendo de raiva, arrancou das minhas mãos os papéis (que ordenavam que ele deixasse o Brasil e voltasse a Portugal) e, amarrotando-os, pisou-os e os deixou na relva. Caminhou alguns passos, silenciosamente. De repente, estancou já no meio da estrada, dizendo-me: ‘As cortes me perseguem, chamam-me de rapazinho, de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal’".

 

Interessante que fora uma decisão tomada com raiva e sob pressão naquele momento!!

 

Outra destas testemunhas, o coronel Marcondes escreveu:

 “Minutos depois, diante da guarda de honra que o esperava mais à frente, desembainhou a espada para determinar: "Será nossa divisa de ora em diante: Independência ou Morte!"

 

Sobre o quadro de Pedro Américo

Quadro O grito do Ipiranga ou Independência ou Morte de Pedro Américo, ano 1888

Sabe-se que este quadro chamado Grito do Ipiranga foi pintado 66 anos após o episódio e não foi retratado a cena com veracidade. Não que devamos entrar naquelas ideias de que é uma enganação e tudo mais. Obviamente, Pedro Américo, para fortalecer o imaginário da população e dar uma ideia heroica de um fato importante, colocou em sua pintura elementos de honrarias já constituídos na corte real brasileira 66 anos após o fato ocorrido.

 

Interessante 👇👇👇👇

1  👉Ipiranga em nome tupi guarani significa rio vermelho, talvez devido a que aquele riacho tivesse suas águas turvas, barrentas, assim era visto a cor de águas barrentas na interpretação indígena como vermelhas.

2  👉Atualmente o histórico riacho do Ipiranga é (infelizmente) “um canal de esgoto encaixotado sob asfalto e o concreto” da metrópole paulista. (Conforme diz Laurentino Gomes no seu livro 1822, p. 33.) 

3  👉Se observarmos os 521 anos de história daquilo que viria a ser o Brasil, pois em 1500 os portugueses se apossaram destas terras, veremos que o Brasil esteve em maior tempo nas mãos de Portugal que sendo um país independente. Observe.

·    👀Em 1500 - ano da chegada da esquadra de Pedro Alvares Cabral nestas terras;

·      👀  Em 1822- ano da Independência do Brasil;

·    👀Em 2021 – ano em que comemoramos 199 anos desta Independência do Brasil.      

😳                            😳😳😕??????

Vamos lá nas conclusões!

·        Foram 322 anos de colonização portuguesa aqui ( de quintal de Portugal)

·        E são apenas 199 anos de país Independente, o Brasil sendo dono de seu próprio destino politico, e soberano sobre seu território.

👏👏👏👏👏

Conclui-se que: 

   👌Somos um país e um povo muito jovem no mundo

       👊Acredito que estamos em um processo de amadurecimento social e político

    💔Ainda estamos nos cicatrizando e com feridas inflamadas que nos deixaram com sequelas econômicas, politicas e sociais como país e povo, e estas feridas são oriundas da escravidão, das riquezas minerais e econômicas levadas para a Europa no período colonial, do elitismo de classe e autoritarismo herdados e que persiste sobre a figura de alguns políticos que se ramificam ou passam pelo poder.


👍👍Vamos ter esperança, atitude e amor pelo nosso país, e não por políticos populistas e corruptos, vamos lutar pela permanência e o amadurecimento da nossa frágil democracia. Vamos todos lutar por uma educação que forme cidadãos conscientes, por uma educação que nos liberte, (como dizia Paulo Freire) e que, forme um povo com sentimento de progresso para seu país, e que agora em diante gritem um outro grito, o grito que não foi, o grito da Independência e vida!!  


Livros consultados:

👀 - 1822 -  Laurentino Gomes 

👀- A capital da Solidão - Roberto Pompeu de Toledo 

👀site: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-brasil-logo-independencia.phtml


Comentários

  1. E eu achando que o Brasil tivesse entorno de 500 anos,mas na verdade temos bem menos que isso. O texto acima é um excelente material para que no dia 22 de abril o professor traga para dento da sala de aula para que seja discutido entre alunos e professores.

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    1. Verdade meu nobre! Uma boa sugestão de tema para aula. Obrigado pela leitura. Abraço.

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