Por que somos tão violentos?

 

Por que somos tão violentos?


Imagem ilustrativa dos quadros do pintor Goya. Saturno ( Cronos para os gregos) devorando seu filho

O historiador Yuval Noah Harari em seu livro: Sapiens: uma breve história da humanidade, em um de seus capítulos nos aborda com uma frase que particularmente chama muito a atenção, quando diz que “somos tomados por medos e ansiedades quanto a nossa posição; e isto é o que nos torna duplamente cruéis e perigosos”.

Sobre o quesito violência, alguns dos filósofos modernos também já havia discorrido, quando se tratava do assunto denominado Contrato Social.

O Contrato Social para estes pensadores como Thomas Hobbes em seu livro, O Leviatã; é uma ideia filosófica que demonstra que o homem primitivo vivia em estado de selvageria sendo um perigo individual e para isto foi necessário existir um “Contrato Social”, onde cada indivíduo abre mão da sua liberdade natural para a formação de um Estado civil sob um governo que equilibra o estado de natureza selvagem do ser humano em troca de segurança e manutenção à vida de todos.

Pode-se citar também Jean Jacques Rousseau que idealizou, semelhantemente, um estágio inicial da humanidade selvagem. Só que neste caso, a humanidade seria boa em seu estado de natureza, porém, com a formação da sociedade e a consequente condição da propriedade privada a humanidade se corrompeu, tornando-se individualmente má.

Não sabemos, especificamente, se somos violentos pela própria natureza humana como aponta Hobbes ou se somos violentos porque a vida em sociedade é que nos corrompe com suas imposições modulares de desigualdade social de propriedade privada, conforme idealizou Rosseau. Porém a frase de Harari faz muito sentido quando percebemos na história e cotidianamente, quando as diferenças individuais e sociais se chocam e surgem os conflitos entre o eu e eles, o nós e os outros, entre burgueses e proletários na luta de classes, entre as ideologias político-partidárias, as crenças religiosas, as culturas discrepantes e outros mais.

Quando estamos diante do medo do que é desconhecido e estranho e percebemos as consequências das violências tão de perto, sem a devida explicação e o motivo, tais quais são os ataques aos inocentes dentro das creches e escolas, o que vem dentro de nossa mente nestes momentos se não for o desejo natural de revidar com a violência?!

Como poderemos controlar isto?


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