Ushuaia: a gelada Terra do Fogo no fim do mundo!
Ushuaia: a gelada Terra do Fogo no fim do mundo!
“Mochilamos” neste início de 2025. Planejando há muito tempo e coincidindo com a formatura universitária da Delisiana, mais o desejo que ela também tinha em conhecer esta terra argentina, que então, foi uma viagem comemorativa.
Ushuaia é uma pequena cidade no
extremo sul da América do sul. Possui cerca de 82 mil habitantes e foi fundada em 12 de Outubro
de 1864. Faz parte
da Província (equivalente a um Estado no Brasil) da Terra do Fogo. Fica na
parte do canal Beagle que é uma parte geográfica que conecta o oceano Atlântico
ao Oceano Pacífico. O nome do Canal é por causa da passagem do navio HMS Beagle
onde o evolucionista Charles Darwin esteve no século XIX.
Leia sobre a história de Ushuaia: https://www.ushuaia.com.br/sobre-ushuaia/historia-de-ushuaia/
O clima de Ushuaia é muito frio, uma delícia!!
Inconstante durante todo o dia:
chove, abre ao sol, venta geladamente, neva sobre as montanhas. Como estávamos
no verão o sol nascia às 5 horas e o dia escurecia entre as 22:30h e as 23 horas. A
sorveteria (sim, sorveteria) só fechava às 2 horas da manhã! A temperatura
nesta época varia entre 3 a 10 graus.
Ushuaia sobrevive do turismo
baseado em passeios no canal Beagle com uma bela vista para as montanhas
nevadas e a vista de aves, ilhas e lobos marinhos, museus, passeios de trem,
trekkings e bosques ecológicos. O passeio de trem é baseado na história de um
período em que a cidade teve uma função penal onde prisioneiros era levados
para lá e sua condenação era realmente muito severa tendo um trabalho forçado em um
frio insuportável vivendo dentro de uma prisão que hoje é um museu que
sobrevive com a triste história de alguns destes miseráveis condenados que já
não existem mais.
O museu também mostra artes do
local e a história dos nativos desta região e a sua curiosa sobrevivência no
frio intenso de Ushuaia com suas fogueiras sendo levadas a todo lugar em que iam (o que
originou o nome de Terra do fogo), cobertos com apenas peles de lobos marinhos como
única vestimenta para aquecimento. Infelizmente com a colonização da região a
varíola, as doenças comuns e a arma de fogo trazidas pelos colonizadores extinguiram estes povos.
Nossa viagem foi enriquecedora de
conhecimentos, cansativa pela distância, adorável pela sensação dos fenômenos
da natureza e exaustiva pelo tempo e horas gastas para chegar e voltar.
Contarei minhas experiências com detalhes nas legendas das fotografias que se seguem.
Este é um monumento de fotografias
para turistas que fica na praça da secretaria de turismo onde também existe várias casinhas que vendem os passeios. Atrás está o porto de Ushuaia que é a
entrada e saída de produtos e pessoas na cidade. A expressão Fim do Mundo é
comercial e turística pois a localização desta cidade é no extremo sul da
Argentina, próxima à Antártida e a penúltima cidade mais austral do planeta!
No dia seguinte fomos ao passeio
do Glaciar Martial. Trata-se de um local na montanha da Cordilheira dos Andes de onde na geleira pode-se ter uma vista panorâmica da entrada da cidade. Além de uma bela
vista possui um bosque de vegetação temperada. Os gelos que se derretem
constantemente deste glaciar formam os riachos que abastecem a cidade. Levamos cerca
de 5 horas para subir, divertir e descer esta área. Usufruimos de uma vista
exuberante, frios gostosos e contatos com as vegetações curiosas em suas fitofisionomias.
Em Ushuaia existe a avenida San
Martin que é a rua mais movimentada e a principal da cidade. Ali se concentra o
comércio geral e mesmo com a chuva caindo e o vento cortante e congelante o
movimento não para.
Alguns monumentos que homenageiam
os heróis históricos de Ushuaia e Argentina em geral ficam em diversos pontos.
A Argentina invadiu um arquipélago
que fica próximo dali em 1982. Este arquipélago é denominado ilhas Malvinas e pertence
aos britânicos e por eles é chamado de ilhas FalkLands. De Ushuaia saiam os navios de guerra argentinos que perderam esta guerra e
muitos de seus soldados. A praça é um centro de memória dos combatentes e ao
mesmo tempo, de reivindicação do território o qual a Argentina insiste em afirmar que lhe pertence.
A navegação no Canal de Beagle
Nós ficamos em um bairro comum um
pouco mais afastado do centro de Ushuaia. Ali percebemos o cotidiano dos
ushuaios sua cultura e culinária popular, os esportes dos jovens, a praça e seus
aparelhos para idosos e crianças e percebemos uma boa organização com escolas,
centros de atendimento à população e a bela vista para as suas destacadas
montanhas: Martial, Cinco Hermanos, Olivia e outros. Percebemos a arquitetura
popular de suas casas e suas devoções pelo futebol com fotos de Maradona e
Messi por todo canto.
A diferença da foto acima e abaixo
é de quatro horas. Ou seja, quatro horas depois a neve que caiu sobre a
montanha é bem destacada.
Aquele momento de reflexão,
contentamento, café com leite quentinho perto do aquecedor e aquela “bad” porque
teríamos que voltar e ao mesmo tempo felizes e gratos pois temos nosso lugar para
voltar.
Créditos da volta: o perrengue e cansaço de encarar quase 2 dias de viagem.
"Que exista o amanhã até o além. Mas o agora ainda é o mais importante. Isto, porque o agora eu o tenho e depois que ele se for nunca mais será."
https://sobretodotempo.blogspot.com/2024/01/mochilao-na-bolivia.html
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