Descendo de bicicleta na Estrada da Morte (Bolívia) .

 


Descendo a Estrada da Morte de bicicleta.

A Estrada da Morte é o nome popular de uma rodovia que liga La Paz, na Bolívia, à região de Los Yungas (região da Amazônia boliviana). Ela foi construída por prisioneiros paraguaios após a Guerra do Chaco, entre 1932 e 1935, e é considerada uma das mais perigosas do mundo, por causa de sua estreiteza, curvas, precipícios e clima instável. Estima-se que centenas de pessoas morrem anualmente em acidentes nessa estrada, que também é usada por turistas aventureiros que fazem passeios de bicicleta ou moto. (nosso caso! rsrsrssr). O percurso tem 64 Km e levamos um tempo de 6 a 7 horas descendo de bicicleta contratando uma agência que nos deu toda assistência e materiais.

Só por curiosidade aqui quero ressaltar que em 1983, um ônibus caiu no abismo, matando mais de 100 passageiros, no que é considerado o pior acidente rodoviário da história da Bolívia.

 É uma triste imagem que vi no Youtube




Uma equipe.

Um café reforçado, um frio congelante e uma bela paisagem altiplana!









Durante o trajeto a visão é maravilhosa e a sensação estonteante, que sentindo o vento gelado endurecer meu rosto e a velocidade da bicicleta ao descer a estrada montanhosa no meio da Cordilheira dos Andes é de desafiar minha cautela de sobrevivência, ficava entre prestar a atenção na estrada ou nas paisagens andinas, entre as montanhas cobertas de névoa e os vales profundos abrigando a vegetação campestre de altitude, nem as fotos explicam esta maravilha.

 


Em uma parada para um cafezinho








O primeiro percurso são alguns quilômetros de asfalto e após entra-se na Estrada da Morte que é sem asfalto cheia de pedras e ribanceiras como já descrito.














Existem alguns monumentos e cruzes durante o caminho em homenagem aos ciclistas mortos, alguns revolucionários políticos durante a ditadura na década de 1980 e daquele ônibus acidentado.

 

Cruzes em homenagem aos acidentados em 1982.




Durante o trajeto, já na região mais baixa encontra-se a formação de floresta Amazônica boliviana (já faz muito calor) e uma parada de assistência aos ciclistas.


Parada de assitência aos ciclistas

"Bunitinha" surpreendeu pela persistência no trajeto. Mais rápida que uma tartaruga e mais veloz que um bicho preguiça, conseguiu percorrer todo o percurso. Em 15 anos que conheço eu nunca a vi andar de bicicleta. Parabéns 👏👏👏

Após passar por um riacho e no final... meus pés e meu calçado enxarcado, o corpo doendo, as articulações sem sentidoe haja dor no corpo!!! 


Se caso você não leu os outros percursos na Bolívia é clicar nos links abaixo: 

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