O Homem Bicentenário: um filme saboroso sobre o existir e o viver.
O Homem Bicentenário: um filme
saboroso sobre o existir e o viver.
| ilustração da internet |
Para pessoas que gostam de
refletir sobre a vida, a existência e sobre quem somos.
De forma fictícia esta adaptação do livro de Isaac Asimov, O
Homem Bicentenário, dirigido por Chris Columbus, é um filme muito reflexivo e levemente engraçado do início
ao fim.
Em um futuro uma empresa
de robôs domésticos produz um modelo específico de android e um destes vários robôs
produzidos é comprado pelo pai da família em questão e recebe o nome de
Andrews.
Com o passar do tempo, ao
desenvolver os trabalhos domésticos e as técnicas já programadas em seu
software, percebe-se que o robô possui características introspectivas como apreciar
uma canção, sentir-se útil, ter medo de altura entre outras, além de um aprimoramento
gradual da inteligência sobre as técnicas ao trabalhar.
Pontos importantes se desenrolam no filme, pois parece que o android vai adquirindo um autoconhecimento, embora também saiba que ele é apenas um ente programado, parece perceber que há algo a mais na sua existência, que seria uma espécie de essência humana na qual ele se identifica.
Com o trabalho e
incentivo de seu dono e sob as rejeições de alguns dos membros da família, que
ao ver sua postura e privilégio de ser tratado às vezes como um humano, o robô Andrew
busca nos livros entender a espécie humana e o conceito de liberdade.
Sob este aspecto ele busca a sua autonomia, mas isto resulta em um conflito com
a pessoa que mais lhe incentivara. (quem é adolescente sabe disto)
rsrrssrsrsrs.
| ilustração da internet |
Após conquistar sua “liberdade”
(autonomia social), depois de muitos anos, o tempo e a liberdade que havia conquistado
lhe deixa sentindo aquele vazio da existência que é típico dos humanos e então
ele sai em busca, na esperança, de encontrar algum android que seja como ele (ou
essencialmente da sua “espécie”), para aplacar aquele sentimento de solidão de ser exclusivo e também excluído.
Muitas aventuras e desventuras
vão acontecer ao desenrolar do filme com cenas de romantismo e frases marcantes
e reflexivas sobre a vida e o seu sentido e/ou a falta deste.
Vale ressaltar aqui
sobre a trilha sonora do filme, cuja linda canção Then You Look at Me dá
mais sabor ao filme na voz da maravilhosa cantora Celine Dion.
Andrew parece que
entenderá que embora seja uma máquina, no fundo tem a essência humana e após
apaixonar-se pela neta de sua antiga dona e amiga, fará de tudo para se modificar
externamente e tornar-se aparentemente um humano e ser aceito por eles.
O final fica por conta
de quem assistir.
| ilustração da internet |
Clip referente a canção e ao filme: aprecie.
O Homem Bicentenário (Bicentennial
Man, 1999, EUA)
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Nicholas Kazan (baseado na novela de nome homônimo de Isaac
Asimov)
Elenco: Robin Williams, Sam Neill, Embeth Davidtz, Hallie Eisenberg,
Wendy Crewson, Oliver Platt, Kiersten Warren, Stephen Root, Angela Landis,
Lindze Letherman, Bradley Whitford, Igor Hiller, John Michael Higgins, George
D. Wallace, Lynne Thigpen, Jay Johnston
Duração: 132 min.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirCaro, mestre. Achei fantástico a sua narrativa! Principalmente, a finalzinho dela.
ResponderExcluirP. S. Muito bom!!!
Agradeço sua leitura e seu comentário. Forte abraço nobre Poeta.
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