O centro histórico de São Luiz.
O melhor da viagem
é explorar o novo!!
Breve ( mas longa 😁) “introduction”.
O que percebi
O centro histórico da cidade São Luiz do Maranhão é um museu
a céu aberto que mantém sua arquitetura urbana pouco ou quase nada modificada,
então andar por esta área com algum conhecimento de sua história é refazer na
imaginação o cotidiano de séculos atrás e tentar entender o comportamento daquela
sociedade no passado e a sua dinâmica na época.
Sabemos que não havia carros como hoje, caminhões, energia elétrica, produtos abundantes e industrializados, saneamento básico urbano por isto mesmo a arquitetura deste centro, que era a cidade em si, tem suas características de acordo com aquela época.
Suas ruas são estreitas e os calçamentos
de pedras e broquetes típicos, postes metálicos baixos e com estilo lamparinas
em seu ápice, porém hoje, são elétricos com luzes em tons laranjas, tentando
refazer as fracas iluminações da época.
Conforme o site do IPHAN (http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/346/)
o centro histórico de São Luiz:
“São conjuntos homogêneos remanescentes dos séculos XVIII e XIX, quando o Estado do Maranhão teve participação decisiva na produção econômica do Brasil, como um dos grandes exportadores de arroz, algodão e matérias-primas regionais. Nessa época, São Luís foi considerada a quarta cidade mais próspera do Brasil, depois de Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Os mais representativos exemplares da arquitetura de São Luís datam, sobretudo, da segunda metade do século XIX - sobrados de fachadas revestidas em azulejos portugueses que estão entre os aspectos mais peculiares da expressão civil maranhense.”
A geografia da cidade é levemente acolinada sobre a planície
daquela ilha, (que eu olhando pelo mapa diria ser uma península ao lado da baía
de São Marcos) onde se estendem as casas e os casarões azulejados dos séculos
passados.
Quase todas as ruas se encontram perpendicularmente
atravessadas e outras se atalham por becos de ruas calçadas com pedras ou tendo
escadarias. Alguns becos sem iluminação adequada me faziam imaginar as atitudes
das pessoas naquela época que ainda hoje vi que muitas pessoas reproduzem: suas
urinas e seus dejetos nestes becos deixando um cheiro muito ruim devido ao
calor daquele local. Algumas casas estão em ruínas, mas percebi que muitas delas
estão em processo de restauração.
O centro histórico de São Luiz é tombado pelo IPHAN desde
1974 e em 1997 tornou-se um patrimônio cultural mundial pela UNESCO.
Nossa exploração pelo centro histórico.👫
Pela manhã na segunda feira dia 26/07, acordamos bem cedo
umas 6 horas e o calor estava intenso, fizemos aquele lanche gostoso na pousada
- e é claro tinha que experimentar aquelas novidades como bolo de tapioca, o
cuscuz salgado e uma espécie de cuscuz doce com arroz que não me recordo o nome,
mas primeiro fui mesmo é em um delicioso suco de goiaba, pois estava com uma
sede enorme diante de todo aquele calor de mais ou menos uns 28 graus.
Eu e a Delisiana já saímos com o protetor solar no corpo,
boné e chapéu, roupas bem leves, garrafinhas de água, mochila vazia para trazer
nossas compras do mercado que encontrássemos no caminho e, claro, chinelinhos
tipo havaianas. (cabe ressaltar aqui que não encontramos supermercados naquele centro, apenas um mercado bem ao lado sul , achamos um pouco distante). Até que o tempo fora generoso pela manhã, pois o calor era
tanto que algumas nuvens já se acumulavam no ar deixando algumas vezes o sol
escondido, porém como a região é uma ilha, um vento refrescante soprava de vez
em quando da baía de São Marcos.
Nossa primeira meta foi seguir a rua dos Afogados e sair na avenida D.Pedro II que é o lugar onde ficam as sedes do governo do Maranhão e à tarde os turísticas vão lá para tirar aquela maravilhosa fotografia do pôr do sol ludovicense. Dali descemos as escadas e chegamos no terminal hidroviário Cais da Praia Grande pois queríamos nos informar sobre o destino do dia seguinte que era navegar até a cidade de Alcântara que fica a 30 km atravessando a baía de São Marcos. ( nosso próximo blog).
-Mas antes paramos na fonte do Ribeirão que é uma estrutura monumental antiga e que ainda mantém água ali na rua dos Afogados e trás a lenda que uma serpente repousa abaixo dela, tem alguns peixes no rego estrutural que fizeram ali. Mas não vou me estender aqui. – veja o vídeo explicando este conto. 👇👇👇👇
No Cais
Após observar os pequenos barcos, no cais, esperando o
melhor horário para sair, devido as regulações das marés na baía de São Marcos e
também conversar com um guia que nos abordou ali, oferecendo seus
serviços, (irei explicar um pouco sobre esta situação no blog em que
escreverei sobre nossa ida em Alcântara), fomos seguindo para explorar este
charmoso museu aberto, ops!! Digo, centro histórico! Hehehehehheehehe.
Chegamos primeiramente na charmosinha rua Portugal, alguma
senhora gari estava limpando a rua dos lixos da feira do Domingo anterior, 2
policiais no início da rua estavam conversando e mexendo nos seus celulares,
algumas lojinhas de artigos abrindo naquelas 8:00 horas mais ou menos. No final
desta rua encontra-se o largo do Comércio onde percebi na tarde daquele mesmo dia e em
outro dia (quinta feira quando voltei de Barreirinhas), que era o point
da área. Ali encontra-se muitas lojinhas de artigos, roupas, lanchonetes,
carrocinhas de bebidas e alimentos, galera jovem, o museu de artes visuais,
terceira idade, turistas, pedintes e tudo com um ar agradável. 💃💃😎Cabe ressaltar que ali também há uma estrutura antiga que é
um mercado de produtos típicos como castanhas de caju e castanhas do Pará, e artigos de
lembrancinhas da cidade.
Após isto, fomos explorando e entrando nas ruas estreitas e labirínticas sendo engolidos por casas altas, algumas arruinadas e antigas. Era como se estivéssemos entrando em uma fenda no tempo e regressando ao século XVIII ou XIX.💢 Confesso que ficávamos um pouco apreensivos!😱
Sem querer
encontramos o Convento das Mercês, confirmado por uma senhorinha👵 moradora
daquela área. Conhecemos um pouco da história daquele local que é relacionada a um ícone
católico a N. S. das Mêrces e foi interessante saber que aquela instituição
fora um refrigério na vida de pobres, doentes e prisioneiros das épocas em que
não existia a democracia e nem direitos humanos no Brasil. Confira um pouco sobre o Convento. 👇👇👇
Infelizmente muitos museus que procurei estavam fechados, 😒😔😕😗pois era segunda feira e outros estavam em reforma.
Visitamos o museu da gastronomia do maranhão à tarde, onde foi explicado tipos e hábitos alimentares da região, pena que estávamos muito cansados e não deu para absorver muita coisa e chegamos no meio da explicação durante a sequência de visitas, logo, andando encontrei o museu da casa de Cultura Huguenote e também chegamos no meio das explicações sobre a relação entre os índios tupinambás da região e os franceses no período em que eles dominaram São Luiz. ✌👍😉
"Na quinta feira, quando
voltamos dos lençóis Maranhenses, visitamos o museu mais esperado por mim: o centro de pesquisa e História natural e
Arqueológica do Maranhão que fica na rua do Giz, próximo ao museu do Reggae que
estava entrando em reforma. Aliás o reggae já faz parte da cultura ludovicense
e segundo nosso Uber (aquele que nos levou do aeroporto), existe um
reggae mais burguês que é o raiz e o do povão que é eletrônico!!"🎵🎶🎸
Nós almoçamos em um local com uma comida muito barata e
gostosa 🍚🍞🍹que encontramos um pouco distante da pousada onde estávamos hospedado. O restaurante era um local
escondido pelas barracas e camelôs e era um local bem modesto chamado Restaurante do Povo. Lá dentro
era tudo limpinho, arrumadinho, oferecendo um PF por 10 reais. Aquele dia
experimentei a carne de sol, o feijão tinha um tempero diferente e também
experimentamos o arroz de cuxá que é misturado com uma erva verde de nome
vinagreira que deixa ele meio azedinho, mas comestível e tinha pedaços de camarões. 👇👇👇 Confira a receita.
À tarde depois de alguns sorvetes típicos🍦🍧🍨 como o de juçara que é irmã gêmea do açaí, o sorvete de buriti, o de tapioca que vinha com coco e amendoim (deu água na boca aí? Rsrsrsrrssrrsrsrss)😋😋 , voltamos ao Cais da Praia Grande para ver o fenômeno da maré baixa.
Meu Deus!! 😱😱😨Onde estava
aquele mar que mantinha os barcos em sua superfície?!! Lembrei da história bíblica
de Moisés quando abriu o Mar Vermelho!!
Só havia o fundo da baía de São Marcos, lamacento com alguns lixos e lá
longe aquela nuvem cumulus nimbus que deixava as ferozes luzes do sol da tarde passar por suas frestas e clarear ocilosamente nos poções do lamacento e arenoso fundo da baía. Aves vermelhas e pessoas lá ao longe dentro da baía de São
Marcos disputavam quem pegaria maior quantidade de caranguejos ou siris durante
a baixa daquela maré que após as 17 horas já voltava e nós nem percebíamos.
Foi quando um pouco antes das 18 horas fomos 👉para a praça D. Pedro II,
onde há um mirante, que nós, os bobos turistas, corremos para fotografar o
lindo, lento, silencioso e romântico pôr do sol ludovicense.💗💕💖
À noite, sob aquele calor e cansaço 😴enorme, voltamos para a
pousada, pois devíamos nos preparar para uma terça feira mais exploratória, que
era bem cedo ir conhecer a famosinha cidade de Alcântara que fica a 30 km de
barco dali.
Não poderíamos esquecer de dizer que experimentamos também o famosinho rosinha!! O Guaraná Jesus. Bom no nome e com um sabor diferente. A produção do refrigerante é maranhense.
👇👇👇
Aguardo vocês.
Caso haja alguma dúvida ou qualquer comentário ( desde que seja respeitoso) é só deixar aqui no blog. Assim que puder responderei. Abraços.
























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