(in) Feliz dia dos professores



 in Feliz dia dos professores

Aulas expositivas, preenchimento de relatórios, correção de tarefas, cálculo de notas, anotações de frequências, reuniões periódicas com diretores e famílias, e possíveis acúmulos de jornadas, com empregos em outras escolas e memes feitos pelos alunos com a imagem do professor e lançados como gracejos e desrespeito entre os grupos de internet. 

Eis que esta rotina que se intensificou, ainda mais após o período da pandemia do Covid 19, tornando o trabalho do professor flexível no tempo ao modo que seus instrumentos pessoais como celulares e computadores passaram dispor e a integrar seu ambiente de trabalho, confundindo assim o tempo que se dispunha dentro de um ambiente escolar para atendimento aos alunos, aos pais dos alunos e ao administrativo.  

Ainda mais quando a professora é mãe e tem o seu trabalho duplo!😱😱😱

 

Uma pesquisa realizada pelo portal G1 mostra que no Brasil existem 2,6 milhões de professores e 2,2 milhões destes atuam na educação básica sendo que destes ainda, 1,7 milhão são de escolas públicas.

Uma outra pesquisa no site G1 Educação no dia 15/10/20 (link no final) aponta que de 15,6 mil professores pesquisados na pandemia constou que 82% dos professores disseram que tem trabalhado mais horas por dia. Ou seja, sentiram que a carga horária aumentou, mesmo trabalhando em períodos remotos, sob ter que se adaptar ao Home office seja com aulas on line ou híbridas.

Também é necessário observar que fora do período remoto em tempos normais o desgaste já havia sido registrado:

Um estudo no site lunetas.com.br (o link está no final) com 1.021 professores do ensino público no estado do Paraná, identificou a presença de distúrbios psíquicos em 75% destes, depressão em 44% e ansiedade em 70%.

Entre os fatores responsáveis pelo sofrimento docente estão a:

 😖desvalorização do trabalho dos professores,

 😱  desrespeito por parte dos alunos,  

 👎baixos salários, salas superlotadas,

 😟pressão por produtividade e cargas horárias exaustivas.

 

No caso da desvalorização dos professores, isto engloba todo o sistema que vai desde ao desrespeito pessoal por parte dos alunos, a falta de cooperação da família dos estudantes no fator da educação, déficit de infraestrutura na escola para se efetuar um projeto educacional, excesso de trabalho burocrático por parte do sistema administrativo, salários defasados e entre outros acumulativos como por exemplo as causas politiqueiras de certos grupos e seu líder mor, lançadas nas redes sociais, colocando mentirosamente a imagem dos professores como doutrinadores ideológicos e expondo-os como inimigos da sociedade. (E por que não falar da falta cooperação da própria classe?) 😳😳😳😳

Imagem tirada da internet , Revista Veja. 

Os dados deste gráfico são de 2014. Mas se levarmos em consideração a alta da inflação e os deficitários reajustes desde aquele ano até hoje, podemos perceber mesmo sem dados atuais que não houve melhora significativa.

No caso do desrespeito dos alunos aos professores se torna um problema que deveria começar a ser resolvido na casa do próprio aluno sobre a responsabilidade da família. Parece que o pensamento atual é que a escola é a única e exclusiva entidade educadora da sociedade e com isto se torna um depósito de crianças que não são educadas em sua própria casa, com a ideia de que sairão plenamente educadas da escola, como se a escola fosse uma fábrica de produção de bons cidadãos! Se os pais não educam 1 ou 2 crianças em seu lar, quem dirá o professor com uma sala com mais de 25 alunos? Esta sobrecarga deixa os professores com suas emoções fragilizadas, mexendo com sua vida privada e familiar resultando em muitos atestados médicos diagnosticados com transtornos na saúde psicológica como mostra os dados no gráfico e a reportagem no link a seguir.

No caso, o gráfico se refere ao Estado de São Paulo

http://fepesp.org.br/noticia/saude-por-que-nossos-professores-estao-adoecendo/

Após clicar no link não deixe de assistir o vídeo da entrevista emocionante da professora de Filosofia ao desabafar seu cotidiano em uma escola metropolitana.

O que chama a atenção que das doenças gerais no profissional da educação readaptados quase a metade (45,7%) é referida a doenças psíquicas. 

Sensacional. 


Lutemos todos para que voltemos aos tempos dos comportamentos das maçãs!

Consultas:

https://www.rdnews.com.br/cidades/conteudos/124139

https://lunetas.com.br/saude-mental-pesquisas-apontam-o-adoecimento-de-professores/

https://g1.globo.com/educacao/volta-as-aulas/noticia/2020/10/15/brasil-tem-26-milhoes-de-professores-e-e-1-em-ranking-global-de-agressao-a-educadores-numeros-da-profissao-no-pais.ghtml

https://www.brasildefato.com.br/especiais/a-cada-dia-mais-de-100-professores-sao-afastados-por-transtornos-mentais-em-sp

Comentários

  1. Respostas
    1. Podemos mudar esta realidade. Ao tomarmos a consciência de tamanha situação e buscarmos melhorias com ações conjuntas tanto na esfera política, comportamental, familiar e social. Abraço.

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado pela sua visita e leitura! Caso queira deixar algum comentário, deixe-o aqui.

Seguidores

Postagens mais visitadas deste blog

O grito que não foi!!

Observação de aves em Andrelândia é um projeto com estudantes do Ensino Médio

Formatura da Turma 9o ano do Colégio Fundação Guairá

Um deserto e um paraíso no mesmo lugar !

O outro lado da escola pública.

O Projeto "Geografando Sobre Rodas" com História no PNI.

Ushuaia: a gelada Terra do Fogo no fim do mundo!

Descendo de bicicleta na Estrada da Morte (Bolívia) .

Por que somos tão violentos?

Machu Picchu sob as Nuvens: Quando a Chuva Revela o Sagrado