A montanha do Nevado Charquini

 

Atrás a montanha Nevado Charquini




Subindo ao nevado Charquini.


O nevado Charquini é uma montanha de 5390 metros de altitude localizada no departamento de La Paz, na BolíviaFica próximo a  Huayna Potosí que é a maior montanha da região e apresenta rotas simples para escalada. Ali se encontra como vias de turismo a laguna Esmeralda que é um lago de cor verde-esmeralda que fica na base do nevado CharquiniÉ um lugar de grande beleza natural e atração turística para os amantes da natureza e da aventuraA temperatura média na região do nevado Charquini é de cerca de 5°C, mas pode variar de acordo com a estação do ano e a hora do dia.

No inverno, a temperatura pode chegar a -15°C e a neve cobre a montanha, criando um cenário deslumbrante.

Ao fundo a montanha Charquini.



a caminho do Nevado Charquini. 


As pedras roliças são resultados da erosão glacial. 

Nas imagens percebe-se que por ser verão há poucas neves, porém conforme a experiência e os relatos do guia, no passado havia mais neves nas montanhas e, segundo ele, atribui-se que as neves têm se formado cada vez menos no verão entendendo que há um aquecimento da atmosfera. Deduz-se que daqui a 30 anos talvez não vejamos mais as neves eternas sobre os topos destas montanhas. 😰


O cemitério dos mineiros 

O cemitério de mineiros no altiplano da Bolívia é uma atração turística por onde passamos ao caminho do nevado Charquini. É um lugar onde estão enterrados os restos de centenas de trabalhadores que morreram nas minas de prata, estanho e ouro da região durante o início do século XX. O cemitério tem uma atmosfera sombria e triste, mas também é um testemunho da história e da cultura dos mineiros bolivianos. Alguns dos túmulos são decorados com objetos pessoais, flores e velas, enquanto outros estão abandonados e esquecidos. A morte dos mineiros pode ter sido causada por diferentes fatores, como acidentes de trabalho, doenças respiratórias, explosões ou desabamentos nas minas. Não há uma única causa específica para todos os casos, mas sim uma situação de risco e precariedade que afeta os trabalhadores da mineração na Bolívia

O que parece ser uma mini cidade assombrada é apenas um cemitério de mineiros. 




A empresa mineradora que ainda se mantém e está localizada aos pés da montanha e logo atrás do cemitério. 

Ilhama é o animal símbolo da região e a base da pecuária local.

Durante o trajeto encontramos várias Lhamas que são a base da pecuária dos rurais bolivianos que residem naquela região fria do altiplano. 




Subindo a montanha

Durante a subida até a Laguna Esmeralda que fica a 5.024 metros de altitude, sentimos a falta de ar, o cansaço, o frio intenso e congelante a ressecar a pele do nosso rosto. A paisagem se tornava invisível devido a intensa neblina, mas,  sem a neve. 


A laguna Esmeralda sem nenhuma visibilidade ao fundo. 

Em condições ideais teríamos uma vista assim. ( fotos de Buhos tour)






Infelizmente as circunstâncias do tempo atmosférico não nos permitiu observar a laguna entre as montanhas, (depois de tanto sacrifício), isto devido à nevoa intensa. Estávamos exaustos e descansamos e lanchamos sobre as pedras geladas do Charquini. Depois de um tempo a névoa não havia ainda se esvaído e devido ao frio intenso resolvemos descer. 



Nesta localidade sentimos o efeito da altitude e do frio cortante. Havia muita neblina, mas nenhuma neve caiu (triste), vento forte a cada metro que subíamos e o gelo sobre o solo aparecia conforme a altitude que alcançávamos.



Na volta, (a descida é mais fácil), pudemos observar a tundra montanhosa e suas belas flores somado a bela, tácita, assombrosa, gélida e mística paisagem que horas atrás havia nos engolido sem percebê-la!


Sobre a Tundra de montanhas.


Os vegetais são seres magníficos e conseguem se adaptar a qualquer ambiente que lhes favoreça com água, ar e solo. 



Infelizmente durante nossa rápida estadia, pude perceber que havia lixos plásticos no chão referentes aos lanches dos turistas e nenhuma recomendação por escrito ou do guia sobre a importância de manter o local sem o impacto do lixo.




Despedida da minha mochila velha. Já foram 14 anos acompanhando-me nas mochiladas anuais e desde a faculdade de Geografia. Velha guerreira desta vez sucumbiu. Gratidão


Leia mais sobre nossos relatos nos links abaixo: 

https://sobretodotempo.blogspot.com/2024/01/mochilao-na-bolivia.html - Mochilando na Bolívia. 

https://sobretodotempo.blogspot.com/2024/01/descendo-de-bicicleta-na-estrada-da.html Descendo de bike na Estrada da Morte .

https://sobretodotempo.blogspot.com/2024/01/tiwanaco-civilizacao-pre-inca.html Ruínas de Tiwanaco

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