Projeto Geografando Sobre Rodas - Ambiental - Colégio Fundação Guairá 2025

 


Tudo começou com uma aula de geografia sobre os biomas do Brasil e do mundo. Naquele contexto resolvi introduzir mais ao fundo alguns termos de fitofisionomia e adaptabilidade das vegetações aos climas, solos e luminosidade: uma biogeografia, na qual percebi, que pelo assunto, não muito comum, foi bem recebido e absorvido pelos peraltas discentes.

Sendo assim, em sala de aula, de repente, aquela luz: “- podemos compreender melhor estes assuntos estando dentro de um destes biomas, a mata Atlântica!”  Toparam na hora.

Mas chega de detalhes alheios e destes termos mais específicos, pois resolvi escrever este relato no blog a pedido e sob demonstração de satisfação e alegria dos meus alunos do 1o ano 2025 do Ensino Médio do Colégio Fundação Guairá!


Teve gente que dormiu na porta da Igreja para não perder a hora! kkkkkkk😅😆


A caminho 

Neste dia 24 de Outubro saímos bem cedinho, ou seja, madrugamos de Andrelândia MG até o parque Nacional do Itatiaia, RJ. Chegamos por volta de 8:30h e fomos muito bem recebidos pela técnica administrativa Dona Maria Agostinho, que em uma dinâmica divertida nos introduziu aos biomas brasileiros e guiou-nos às salas do museu no centro de visitantes.

Eu e o professor de Biologia e projeto de Vida, Reuber Andrade, aproveitamos todos os espaços e estruturas do museu para complementarmos nossas aulas em sala, explicando os processos de formação geológica da região da serra da Mantiqueira, a importância da preservação das águas através da preservação dos biomas, Unidades de Proteção Integral, processos ecológicos e fenômenos como mimetismo e camuflagem e outros.


 Um cineminha ambiental para começar


Momento oportuno para complementar algumas aulas passadas em sala. 




Na parte externa (em meio à floresta) aproveitamos o espaço e fizemos jogos didáticos misturados com aulas de botânica e processo de adaptação das plantas ao meio ambiente.




Depois de tudo isto... hora do lanche!! (Eba!!). Estômago no fundo e bocas cheias, sorrisos e expectativa mais esperada: Trilha e cachoeiras.


As fotografias e os relatos terminarão de contar nossa estadia naquele paraíso de mata Atlântica que ainda sobrevive com apenas 11% de integridade. Isto, graças à existência de unidades de Proteção Ambientais como é o PNI , a primeira destas unidades federais criadas e ainda existentes no Brasil.


O Parque Nacional do Itatiaia é uma das joias naturais do Brasil, com grande importância histórica e ecológica.

 

Algumas informações importantes sobre o PNI

 

Localização: Situado no Maciço do Itatiaia, na Serra da Mantiqueira, uma região montanhosa de grande altitude.
Abrangência: Sua área abrange municípios de dois estados: Rio de Janeiro (Itatiaia e Resende) e Minas Gerais (Bocaina de Minas e Itamonte).

 

Pioneirismo: É o primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 1937.
Natureza: Uma unidade de conservação de proteção integral que resguarda a transição entre a Mata Atlântica (Parte Baixa) e os Campos de Altitude (Parte Alta), garantindo uma rica biodiversidade de fauna e flora.
Relevo e Clima: Possui um relevo acidentado com altitudes que variam de 600 metros a 2.791 metros, no seu ponto culminante, o Pico das Agulhas Negras (o quinto mais alto do Brasil).

 

Atrativos Principais

O parque é dividido em duas áreas de visitação distintas:

 1. Parte Baixa (Foco em Água e Mata Atlântica)

Ideal para passeios mais leves e famílias, com maior concentração de infraestrutura e fácil acesso pela Via Dutra (BR-116).

 

Atrativos:
Cachoeiras: Véu de Noiva, Poranga e Itaporani.
Áreas de Banho: Lago Azul e Piscina Natural do Maromba.
Outros: Centro de Visitantes (com exposições) e trilhas curtas em meio à floresta exuberante. É nesta parte que estivemos. 

 2. Parte Alta (Foco em Montanhismo e Altitude)

Voltada para visitantes mais experientes e montanhistas, com trilhas de nível moderado a difícil. 

 

Atrativos: 
Pico das Agulhas Negras: O ponto mais alto do parque, exigindo técnicas de escalaminhada.
Maciço das Prateleiras: Imponentes formações rochosas que parecem empilhadas.
Pico do Couto: Um dos picos mais acessíveis da parte alta, com vistas panorâmicas espetaculares.
Paisagem: Campos de altitude, vales suspensos e nascentes de importantes bacias hidrográficas.



Famosa pose dos "ricos"

Trilha cheia de charme

Momento de descontração e alegria

Caminho para a cachoeira

Cachoeira Véu de Noiva com pouca água devido às faltas de chuva em início de primavera. 


 Por volta das 16 horas, o cansaço. Mas a energia do local é muita, porém o compromisso da volta nos pesa também. Hora de conhcer o poço do Maromba e dali partir e fazer as fotos no mirante do Último Adeus (que se Deus quiser não será o último!) rsrsrsrsr. 


Um garoto sereio. Sobrevivendo a um mergulho geladíssimo! 😱





Garotas meio super poderosas. 😆


Aqui, neste espaço, fica os relatos de alguns alunos participantes: 


Professor Reuber 




Pérolas dinâmicas: 



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